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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Que tipo de mãe eu quero ser?

Desde que comecei a amadurecer a idéia de ser mãe venho me questionando sobre que tipo de mãe eu serei?

Deixo claro que meus questionamentos não são relacionados a rotina da criança, tipo se deixarei comer doce, se oferecerei bico, se usará fraldas de pano, nada disso. Minhas indagações é como será a minha postura com relação ao meu filho expliquei, expliquei e não me fiz entender.

Bom vamos voltar ao tempo... Sou a filha mais velha, minha diferença de idade com relação ao meu irmão é de 05 anos, sempre fui muito independente, muito autonoma e ainda sou, não costumo esperar por ninguém pra nada, se quero algo vou lá e faço.

Sei que esse traço de personalidade é reflexo da minha criação. Minha mãe sempre trabalhou fora, ela saia as 07h da manhã e voltava as 20h, até os 06 anos eu permanecia durante o dia com a minha vó, depois por alguns desencontros da vida, nós nos mudamos pra longe da minha vó, ai passei a ser cuidada por babás, tias até que chegou ao ponto quando eu tinha por volta de 12 anos, passei a ficar sozinha em casa com meu irmão.

Você deve estar pensando: Nossa tadinha! Tão novinha e sozinha. Mas não é nada disso, sempre morei próxima a casa de parentes e eles meio que supervisionavam a mim e meu irmão.

O fato é: Nunca tive minha mãe por perto. Ela é ótima eu a amo mais do que tudo na vida, sei dos inúmeros sacrifícios que ela fez por mim e pelo meu irmão, inclusive se submeteu a viver um casamento infeliz para que nós pudessemos crescer perto do nosso pai, mas graças a Deus ela também por nós conseguiu colocar fim neste casamento.

Até hoje ela faz absolutamente tudo por mim e pelo meu irmão, temos uma convivência excelente, só que ela se acostumou a suprir as ausências dela devido ao trabalho com recompensas materias.

Então, eu e meu irmão tivemos e temos tudo que sempre quisermos, por incrível que pareça até hoje que sou casada. Mas percebo que temos muita resistência no campo afetivo.

Não temos o hábito de nos abraçarmos, dizer que nos amamos, mesmo sabendo que amamos. Sinto que isso se deve muito a como nos relacionamos com ela quando éramos crianças, ela nunca foi muito afetiva nesse sentido de abraçar, colocar no colo. E isso é tão maluco pois ela nunca também nos bateu, nunca nos colocou de castigo.

Mas ela esteve tão ausente, ao ponto dela hoje em dia, não saber detalhes da nossa infância, tipo doenças que nós tivemos, quando perdemos o nosso primeiro dentinho.

Volto a dizer, sei que se ela não foi tão presente, foi para que eu e meu irmão tivéssemos uma vida confortável, como nós temos hoje. Mas até que ponto esse sacrifício foi válido?

Acho graça, quando ela me cobra um neto, pois ela simplesmente não sabe cuidar de criança, já presenciei várias vezes ela com crianças de amigos, ela não tem o menor molejo rs, acho que ela quer tanto um neto para resgatar essa parte da vida dela que acredito que de certa forma ficou em aberto.

Mas voltando a pergunta inicial. Que tipo de mãe eu quero ser? Bom não tenho ideia se serei uma mãe super protetora ou liberal. Sei que filhos não nascem com manual de instruções. Mas, uma coisa eu tenho certeza, quero ser uma mãe PRESENTE.

2 comentários:

  1. gostei mto do seu blog, me identifiquei com alguns pensamentos teus, alguns medos... tentante sofre né?!!

    estou te seguindo e desde ja, torcendo por vc!!

    bjaum

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  2. Olá querida , voltei!!!
    Pois fico me perguntando até hoje, que tipo de mãe eu fui? meus filhos estão adultos, e acho que se aprende no dia dia, junto com o filho, os filhos de hoje reclamam muito, no meu tempo era os pais que decidiam as coisa e pronto, e o resultado sempre foi ótimo.Há se eu soubesse te contaria com certeza!
    Bjos Carinhosos.

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