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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Agora eu sei o que acontece

Hoje voltei ao médico com os exames! Para minha surpresa ele disse que não estou com ovários policísticos ????, e apontou a tal da PROGESTERONA como a culpada pelo meu ciclo irregular e minha falta de ovulação.

Estou com a taxa baixissima, o que impossibilita que meu ciclo ocorra normalmente. Então o médico me deu duas opções: Tomar durante 03 meses um medicamento chamado ULTRAGESTAN para repor minha progesterona ou tomar logo o indutor (Clomid). 

Pensei bem, e acho melhor regular minha progesterona primeiro e tentar engravidar de uma maneira mais "natural". Li a bula do ultragestan mania e apesar de alguns efeitos colaterais chatinhos ele não apresenta nada de grave. Como minha M já veio poderei começar a tomar o medicamente ainda esse mês, então provavelmente tomarei ele até o mês de outubro. Confesso que fiquei mais tranquila, estava com muito medo que fosse algo mais grave. Agora é só iniciar o tratamento, esperar ovular novamente e mãos a obra rs.

Queria tanto terminar esse ano gravidinha!!! Mas sei que isso depende da vontade de Deus, ele sim é o médico dos médicos.

Peço muito que ele acalme minha ansiedade... Para que eu possa descansar nele!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Deixa que digam. Que pensem, que falem!

Mas que o Saúde da Mulher funciona, ah se funciona!

Desde que parei de tomar o AC, meu ciclo virou um samba de crioulo doido, sem data definida... O mês passado chegou a atrasar 40 dias.

E os dois ciclos que tomei Saúde da Mulher minha mostra veio direitinho! Quando falei isso para o meu médico, percebi que ele deu uma leve torcida no nariz bem do tipo: Quem te enganou, que isso funciona?

Por via das dúvidas continuarei a tomar, esse mês meu ciclo já foi de 30 dias. Pode ser que não tenha nada haver, mas acredito que a menstruação seja um termômetro do nosso corpo, se ela vem regularmente pode até não ser, necessariamente, que esteja tudo ótimo, mas acredito que seja um sinal de que as coisas internamente estão acontecendo naturalmente, afinal não é atoa que ficamos menstruada todos os meses!

E o melhor de tudo é que poderei fazer o último exame que estava pendente só posso fazer ele no 3° dia do ciclo e retornar no meu médico para saber que medidas serão tomadas.

Estou bastante ansiosa, mas muito confiante... Quero muito terminar o ano gravidinha!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Que tipo de mãe eu quero ser?

Desde que comecei a amadurecer a idéia de ser mãe venho me questionando sobre que tipo de mãe eu serei?

Deixo claro que meus questionamentos não são relacionados a rotina da criança, tipo se deixarei comer doce, se oferecerei bico, se usará fraldas de pano, nada disso. Minhas indagações é como será a minha postura com relação ao meu filho expliquei, expliquei e não me fiz entender.

Bom vamos voltar ao tempo... Sou a filha mais velha, minha diferença de idade com relação ao meu irmão é de 05 anos, sempre fui muito independente, muito autonoma e ainda sou, não costumo esperar por ninguém pra nada, se quero algo vou lá e faço.

Sei que esse traço de personalidade é reflexo da minha criação. Minha mãe sempre trabalhou fora, ela saia as 07h da manhã e voltava as 20h, até os 06 anos eu permanecia durante o dia com a minha vó, depois por alguns desencontros da vida, nós nos mudamos pra longe da minha vó, ai passei a ser cuidada por babás, tias até que chegou ao ponto quando eu tinha por volta de 12 anos, passei a ficar sozinha em casa com meu irmão.

Você deve estar pensando: Nossa tadinha! Tão novinha e sozinha. Mas não é nada disso, sempre morei próxima a casa de parentes e eles meio que supervisionavam a mim e meu irmão.

O fato é: Nunca tive minha mãe por perto. Ela é ótima eu a amo mais do que tudo na vida, sei dos inúmeros sacrifícios que ela fez por mim e pelo meu irmão, inclusive se submeteu a viver um casamento infeliz para que nós pudessemos crescer perto do nosso pai, mas graças a Deus ela também por nós conseguiu colocar fim neste casamento.

Até hoje ela faz absolutamente tudo por mim e pelo meu irmão, temos uma convivência excelente, só que ela se acostumou a suprir as ausências dela devido ao trabalho com recompensas materias.

Então, eu e meu irmão tivemos e temos tudo que sempre quisermos, por incrível que pareça até hoje que sou casada. Mas percebo que temos muita resistência no campo afetivo.

Não temos o hábito de nos abraçarmos, dizer que nos amamos, mesmo sabendo que amamos. Sinto que isso se deve muito a como nos relacionamos com ela quando éramos crianças, ela nunca foi muito afetiva nesse sentido de abraçar, colocar no colo. E isso é tão maluco pois ela nunca também nos bateu, nunca nos colocou de castigo.

Mas ela esteve tão ausente, ao ponto dela hoje em dia, não saber detalhes da nossa infância, tipo doenças que nós tivemos, quando perdemos o nosso primeiro dentinho.

Volto a dizer, sei que se ela não foi tão presente, foi para que eu e meu irmão tivéssemos uma vida confortável, como nós temos hoje. Mas até que ponto esse sacrifício foi válido?

Acho graça, quando ela me cobra um neto, pois ela simplesmente não sabe cuidar de criança, já presenciei várias vezes ela com crianças de amigos, ela não tem o menor molejo rs, acho que ela quer tanto um neto para resgatar essa parte da vida dela que acredito que de certa forma ficou em aberto.

Mas voltando a pergunta inicial. Que tipo de mãe eu quero ser? Bom não tenho ideia se serei uma mãe super protetora ou liberal. Sei que filhos não nascem com manual de instruções. Mas, uma coisa eu tenho certeza, quero ser uma mãe PRESENTE.

Rumo a boda de papel!


Onze meses de casada!